Campanha Imposto Zero

O brasileiro paga imposto em praticamente tudo. 

Da cesta básica ao celular, passando por carro, roupa, itens de higiene pessoal, vestuário, enfim… Tudo por aqui tem a famosa “mordida do leão”. 

A metáfora, velha conhecida do contribuinte, simboliza o voraz apetite do governo quando o assunto é arrecadar – um leão pronto para abocanhar o que vê pela frente. 

Com a fome de arrecadação somada a interesses que insistem em obstruir o andamento de uma Reforma Tributária, o efeito é conhecido: em média, os alimentos que compõem uma cesta básica têm tributação de até 7% pelo mundo afora. Aqui, são inimagináveis 23%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos. 

Muitos empresários – principalmente os de pequeno e médio portes – retardam os investimentos porque as incertezas dificultam também a geração de empregos. E sobre a folha de pagamento de uma empresa, claro, incidem outros impostos. 

Com os remédios, a toada não é diferente. O Brasil cobra de 18% a 42% de quem está doente pelo direito de comprar um medicamento que pode ser decisivo no fluxo de determinado tratamento. Em linhas gerais, um remédio que custa 50 reais sairia por 29 sem impostos. Por que o preço dos medicamentos embute tantos tributos? 

Nossa proposta é clara: zerar, ou seja, eliminar os impostos sobre medicamentos. Mas por que reduzi-los a zero?

– Algumas das nações mais desenvolvidas, como o Canadá e o Reino Unido, não tributam medicamentos;

– Com o remédio “caro”, muita gente não tem condição de se tratar;

– Quem não se trata por falta de dinheiro, tende a agravar a sua condição clínica e este enredo gera efeitos que recaem sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), portanto sobre o Orçamento da União.

A gente poderia elencar uma série de outros fatores por aqui, mas a Campanha por Imposto Zero para Medicamentos, bandeira deste nosso espaço de diálogo com a sociedade, é uma iniciativa que visa promover um debate que, mais do que necessário, é profundamente urgente.

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Abrir Chat